Que teimam em queimar o meu sossego
Um vago sabor a mel escorre em meu olhar
Onde um mar de
mansas águasSe acalma em cada pensamento
Que ouso não querer pensar
Recolho-me nas palavras que emanam
Desta boca que transborda com o vento
Deste chão que piso mas não domino
Deste sal que adoça o meu momento...
A dor que emana da pele
Gravada pelas mão que não tocaram
O olhar límpído da nudez
Que braços em branco dominaram...
E cada vez sou cada dia
Cada dia a esperada ventania
De envolver um só coração...