18 outubro 2009

Ao amor... (parte II)

Aqueles olhos doces, ansiosos, sufocantes deixam marcas a cada momento em que se cruzam com os meus. A pureza que os inunda só é comparável a um ser angélico... se anjos existem.
Não acredito em anjos, mas sim em pessoas... pessoas que existem para com um simples olhar nos proteger nos momentos menos bons. Pessoas que nos marcam com um simples sorriso e que nos ajudam a erguer cada vez que o chão se torna mais próximo, perante uma queda abissal... E perante estes simples gestos, levantamo-nos, erguemos a cabeça e continuamos a trilhar caminhos em busca de algo que torne as nossas vidas especiais.
Não são só aqueles olhos, nem o sorriso, nem até um simples gesto... é um todo, um todo de bondade e gratidão, que dá de si sem esperar nada em troca, que mesmo perante os seus problemas não se inibe em ajudar o outro, que sabe estar presente quando mais se precisa, usar as palavras certas no momento adequado...
É isto que torna as pessoas especiais... anjos seriam se os houvesse. São estas pessoas que merecem mais do que ninguém a réstia de felicidade que todos pretendem alcançar. Merecem pelo bem que nos fazem, porque mesmo na sua ausência sentimos a sua presença ao nosso lado, que nos conforta a alma e acalma o coração.
Estas pessoas são, sem qualquer dúvida, aquelas que nos dão os maiores actos e provas de amor.
É nisto que acredito, na pureza de um amor descomprometido, um amor ao próximo sem raça, cor ou preconceito.
É neste amor que reside aquilo que se vai construindo de mim... e só posso amar quem me ama desta forma, descomprometidamente, sem esperar de mim aquilo que eu não posso ser... mas aquilo que sou, bom ou mau, melhor ou pior... apenas eu!

2 comentários:

pinguim disse...

Muito bom o texto sobre a teorização do amor; e acontece que há mesmo "anjos" assim, como os descreves.
Eu tenho a imensa felicidade de conhecer um.
Abraço.

António DOMINGUES disse...

Este texto, o outro e ao "ao ouvido" dos Per7me...


" Em voo raso
perto da sua boca:


A ouvir a memória..."

" Primeiro roço-te
as asas
suspensas dos teus ombros

imaginando apenas

aquilo que depois
megulho
e faço:"

In "Os Anjos"
Maria Teresa Horta

"ANJA"
Obra do Escultor José Rodrigues
na praça de Lisboa, no Porto.